sábado, 2 de março de 2013


PEQUENA CRÔNICA DE UMA PRAÇA (8)

Praça é lugar de encontros e desencontros. Às vezes, nem um, nem outro.

- Desculpas, mas você não é prima do Jorginho?
- Jorginho?
- Sim, Jorginho, Jorginho do abacate.
- Abacate?
- Só existe um Jorginho do Abacate. É que ele tem mania de..., você sabe, abacate, verde, consistência molenga... depois de comer... argh!
- Jorginho, um magrela juramentado, de papel passado no cartório?
- Esse! Isso aí! Então você o conhece, né? É prima dele, né?
- Não. Mas alguém que é conhecido como abacate porque toda vez que come um pouco mais, bem, você sabe... só pode ser magro toda vida.
- Então você não é prima dele... que droga...
- Sou nada. Mas você não me é estranho... Você mora no oitavo andar do 220? Dono daqueles seis gatos, dois cães, um jabuti, dois hamsters e um papagaio?
- Esse deve ser Noé, não? Desculpas, mas nem moro aqui.
- Não? Mora onde?
- Sou de Jundiaí.
- Caramba, conheço um Jorginho de Jundiaí!!! Mas ele é bem gordo, tanto que o chamam de Jorginho Melancia.
- Que engraçado... Mas a gente não se conhece e nem tem alguma referência em comum...
- É mesmo. Só temos um amigo de mesmo nome, mas que são o oposto um do outro.
- É... vamos comer uma sala de frutas?
- Vamos, mas sem abacate, porque detesto...

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